ORFEU SPAM APOSTILAS
José Lino Grunewald
(Rio de Janeiro RJ 1931 - idem 2000)
Começou a colaborar na imprensa em 1956; nas décadas seguintes, se destacou como crítico literário e, principalmente, de cinema. Até 1993, produziu textos para o Jornal do Brasil, Correio da Manhã, O Globo, Tribuna da Imprensa, Última Hora, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde e Folha de S. Paulo. Em 1957 tornou-se membro do grupo Noigandres, ao lado de Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Ronaldo Azevedo. Em 1969, organizou e traduziu A Idéia do Cinema, com ensaios de Walter Benjamin, Eisenstein, Godard, Merlean-Ponty, entre outros. Como crítico de cinema, foi o divulgador da obra de Jean-Luc Godard no Brasil. Nas décadas de 1980 e 1990 traduziu inúmeras obras, entre elas Os Cantos, de Ezra Pound, e Grandes Poetas da Língua Inglesa do Século XIX, pelas quais recebeu prêmios Jabuti de Tradução de Obra Literária em 1987 e 1989. Publicou, em 1987, o livro de poesia Escreviver, de estética concretista. Segundo os críticos Iumna Maria Simon e Vinicius de Avila Dantas, "o que José Lino Grünewald diz a respeito do cinema de Jean-Luc Godard vale para sua poesia: 'O ato de filmar (poetar) é a experiência, e, por isso, viver a vida é viver o cinema (a poesia)'. A busca de sentido existencial através da substantivação das palavras, num movimento circular de repetição, é o que singulariza boa parte de sua poesia."
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As Alienações, 1964/1985
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3 (haikais/1964)
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