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O Bem Amado - Dias Gomes
O prefeito Odorico Paraguaçu tem como meta prioritária em sua administração na cidade de Sucupira, litoral baiano, a inauguração do cemitério. De um lado é apoiado pelas irmãs Cajazeiras. De outro, tem que lutar com a forte oposição liderada pela delegada de polícia Donana Medrado.
Maquiavelicamente o prefeito arma tramas para que morra alguém, sendo sempre mal sucedido. Nem as diversas tentativas de suicídio do farmacêutico Libório, um tiroteio na praça, um crime e a chegada de Zeca Diabo, um cangaceiro matador, lhe proporcionam a realização do sonho.
Como se não bastasse, Odorico ainda tem que enfrentar os desaforos de Juarez Leão, médico personalístico que se envolve com sua filha Telma e que faz um bom trabalho em Sucupira, salvando vidas - para o desespero de Odorico.
Neco Pedreira, dono d’A Trombeta, jornal da oposição ataca a nomeação de Zeca Diabo como delegado. Dirceu Borboleta é a vítima do plano de Odorico Paraguaçu, que envia ao secretário cartas anônimas insinuando um caso entre sua mulher, Dudu, e Maneco Pedreira. Aconselhando-se com o prefeito, Dirceu Borboleta é aconselhado a lavar a honra e recebe do prefeito uma arma. Dudu morre com um tiro, o prefeito tem seu cadáver, mas na hora do enterro, a família de Dudu requisita o cadáver para enterrá-lo em Salvador. Então Odorico finge se vítima de um atentado, finge-se de morto, o cemitério seria inaugurado com seu próprio cadáver, porém na hora do enterro, Odorico “ressuscita” e a população, a viúva e os correlegionários passam a cantar e aclamar: “Viva Odorico, o Bem Amado”!
Elenco e personagens:
PAULO GRACINDO - Odorico Paraguaçu
LIMA DUARTE - Zeca Diabo
EMILIANO QUEIRÓZ - Dirceu Borboleta
JARDEL FILHO - Dr. Juarez Leão
SANDRA BRÉA - Telma
IDA GOMES - Dorotéia Cajazeira
DORINHA DUVAL - Dulcinéia Cajazeira
DIRCE MIGLIACCIO - Judicéia Cajazeira
CARLOS EDUARDO DOLABELLA - Neco Pedreira
GRACINDO JÚNIOR - Jairo Portela
ZILKA SALABERRY - Donana Medrado
LUTERO LUIZ - Lulu Gouveia
MILTON GONÇALVES - Zelão das Asas
ROGÉRIO FRÓES - Vigário
DILMA LÓES - Anita
JOÃO PAULO ADOUR - Cecéu
MARIA CLÁUDIA - Gisa
ANA ARIEL - Zora
RUTH DE SOUZA - Chiquinha do Parto
ANGELITO MELO - Mestre Ambrósio
JOÃO CARLOS BARROSO - Eustórgio
WILSON AGUIAR - Nezinho do Jegue
ARNALDO WEISS - Libório
FERREIRA LEITE - Joca Medrado
APOLO CORRÊA - Maestro Sabiá
ANTÔNIO CARLOS GANZAROLLI - Tião Moleza
AUGUSTO OLYMPIO - Cabo Ananias
JUAN DANIEL - Pepito
GUIOMAR GONÇALVES - Maria da Penha
SUZY ARRUDA - Florzinha
ISOLDA CRESTA - Nancí
JORGE BOTELHO - Nadinho
NANAI - Demerval Barbeiro
ANDRÉ VALLI - Ernesto
Quelé
Mariana
RAFAEL DE CARVALHO - Coronel Emiliano Medrado
ÁLVARO AGUIAR - Coronel Hilário Cajazeira
Trilha Sonora Nacional

PAIOL DE PÓLVORA - Toquinho e Vinícius
PATOTA DE IPANEMA - Maria Creusa (tema de Gisa)
VEJA VOCÊ - Toquinho e Maria Creusa
COTIDIANO N. 2 - Toquinho e Vinícius
O BEM AMADO - Coral Som Livre (tema de abertura)
MEU PAI OXALÁ - Toquinho e Vinícius (tema de Zelão das Asas)
SE O AMOR QUISER VOLTAR - Maria Creusa
UM POUCO MAIS DE CONSIDERAÇÃO - Toquinho (tema de Dirceu Borboleta)
QUEM ÉS? - Nora Ney
SE O AMOR QUISER VOLTAR - Orquestra Som Livre
NO COLO DA SERRA - Toquinho e Vinícius (tema de Telma e Juarez Leão)
Trilha Sonora Internacional

ALSO SPREACH ZARATHUSTRA - Eumir Deodato
FLEUR DE LUNE - Françoise Hardy
LISTEN - Paul Bryan
MASTERPIECE - The Temptations
I'VE BEEN AROUND - Nathan Jones Group (tema de Neco Pedreira)
POOR DEVIL - Free Sound Orchestra
DANCING IN THE MOONLIGHT - David Jones
SHINE SHINE - David Hill
HARMONY - Ben Thomas
TAKE TIME TO LOVE - The John Wagner Coalition
DANCING TO YOUR MUSIC - Archie Bell
I COULD NEVER IMAGINE - Chrystian
GIVE ME YOUR LOVE - The Sister Love
DADDY'S HOME - Jermaine Jackson
Sonoplastia: Paulo Ribeiro
Coordenação Geral: João Araújo
Produção Musical: João Mello
Tema de Abertura: O BEM AMADO - Coral Som Livre
A noite, o dia
A vida na morte, o céu e o chão
Pra ele vingança
Dizia muito mais que o perdão
O riso no pranto
A sorte, o azar, o sim e o não
Pra ele o poder
Valia muito mais que a razão
Quando o sol da manhã vem nos dizer
Que o dia que vem pode trazer
O remédio da nossa ferida
Do meu coração
Logo o vento da noite vem lembrar
Que a morte está sempre a esperar
Em um canto qualquer desta vida
Quer queira, quer não
O espanto na calma
A coragem, o medo, o vai-e-vem
O corpo sem alma
A ida prá morte o mal contem...
(Apostila 13 de Contemporânea da Lit. Brasileira)